Quando deixou a direção de marketing da Peugeot do Brasil para trabalhar na sede da empresa na França, em 2010, Ana Theresa Borsari via uma marca bem estabelecida no mercado brasileiro e o horizonte era de crescimento. Seis anos depois, no fim de 2015 ela voltou para ser a primeira brasileira (e mulher) a assumir a direção geral da Peugeot no País, mas em momento oposto, após três anos de quedas substanciais de vendas e um forte processo de reestruturação que cortou custos, empregos e reformulou por completo os produtos e concessionários da marca.

“O cenário da economia e do setor automotivo aqui nos próximos meses e anos não é bom. Mas estamos melhor preparados para enfrentar a situação, porque entramos nessa batalha com as melhores armas possíveis. Hoje temos a gama mais moderna e jovem da nossa história. Além disso fizemos uma grande reestruturação da rede, o que nos permite ter um modelo de negócio rentável. Por isso temos chances de voltar a crescer”, afirma Ana Theresa, três meses após assumir seu novo posto nos escritórios da PSA Peugeot Citroën em São Paulo.
Uma das ações para aumentar a eficiência dos pontos de venda é a adoção no Brasil, como já acontece na Europa, do modelo “Y”, em que lojas das duas marcas do grupo PSA, Peugeot e Citroën, ficam lado a lado e compartilham o mesmo setor administrativo e oficinas. Essa solução já começa a ser vista este ano em cidades brasileiras e esta semana será inaugurada uma concessionária no Rio de Janeiro com a nova configuração, que sintomaticamente pertence ao Grupo SHC, do empresário Sérgio Habib, que já foi presidente da Citroën no País e construiu a imagem premium da marca por aqui.

“Esse é um modelo já uma realidade mundial no grupo, para utilizar a sinergia de custos de estrutura. Nos locais onde essa estratégia for viável vamos fazer”, diz Ana Theresa.

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