Audi e Mercedes-Benz são, respectivamente, as atuais líder e vice-líder de vendas do segmento de carros de luxo no Brasil. Elas encerraram 2015 com uma diferença de vendas inferior a 100 veículos, com aproximadamente 17,5 mil veículos emplacados, cada.

untas, elas têm registrado sucessivos recordes de vendas por aqui, e desbancando a BMW, antiga líder do segmento (e que também cresceu, mas menos do que as rivais).

Para 2016, a rivalidade entre as duas promete ser ainda mais intensa. A Mercedes confirmou que terá, em 2016, 27 novidades no Brasil. Entram na conta, modelos que acabaram de chegar, como o Classe A reestilizado e os SUVs GLC e GLE Coupé.
Porém, se engana quem pensa que serão 27 novos carros. Na conta, estão inclusas diferentes versões e motorizações de um mesmo veículo. Ficam de fora, entretanto, modelos já vendidos aqui, mas que serão produzidos na fábrica de Iracemápolis (SP) a partir de março.

Apesar de não citar modelos específicos, alguns veículos lançados no ano passado já foram confirmados para desembarcar por aqui. É certo que Classe C Coupé, Classe E e GLE 63 AMG chegam este ano.
Já a Audi terá, até o meio do ano, mais de um lançamento por mês. Depois do SUV Q7, virão modelos menos expressivos em vendas, como o esportivo RS 3 (que até já tem preço definido), o cupê TTS e o conversível TTS Roadster.

Porém, há dois modelos que devem ser fundamentais nos planos da Audi por aqui. Ainda no primeiro semestre chegam o SUV Q3 com produção nacional, em São José dos Pinhais (PR) e a nova geração do A4, em carrocerias sedã e perua. É com ele que a marca irá brigar com os nacionais Classe C e Série 3.
A Mercedes entende que o segmento mais importante para estar, atualmente, é o de SUVs. Até por isso, resolveu ampliar os esforços neste tipo de veículo. Além dos modelos já lançados, a marca também confirmou a chegada da nova geração do GL, agora chamada de GLS.

O maior SUV da marca chega em março, importado dos Estados Unidos. A versão GLS 63 AMG já está confirmada, com motor V8 5.5 de 585 cavalos. Uma opção a diesel, 350d, também deve ser lançada. Ainda não há preço definido.

Uma novidade inusitada é uma série especial do lendário Classe G com cores exóticas. São cinco opcões, verde, amarelo, laranja, violeta e vermelho. “No exterior, essas cores são chamadas de crazy colors, ou cores malucas”, afirmou Dirlei Dias, gerente de marketing da Mercedes. “Elas chegam sob encomenda, e custarão entre R$ 15 mil e R$ 40 mil a mais do que o preço do carro”, completou. Na tabela, o G custa R$ 880 mil.
“O início da produção nacional é muito importante para o crescimento da Audi no Brasil e também para alcançarmos a nossa meta de 30 mil carros vendidos em 2020”, afirmou o presidente da empresa no país, Jörg Hofmann.

É com a fala otimista de seu presidente que a Audi espera quebrar um novo recorde de vendas em 2016. Deixando de lado um mercado que só tem caído, a empresa afirma que o objetivo é crescer dois dígitos percentuais (pelo menos 10%) este ano. Se conseguir, a Audi pode ficar muito próxima das 20 mil unidades emplacadas.

A Mercedes é mais conservadora, e não comenta suas previsões de vendas no país. Porém, quando questionado sobre o objetivo da rival, Dias é direto: “Se a concorrência fala em algum número, iremos buscar esse número também. Temos mais de 50 modelos à venda, com fábrica por abrir, então acreditamos em crescimento”, comentou.

 

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